A fidelidade de José - Pr. Eri Carlos

Defendendo o Campo de Lentilhas-Pr. Eri Carlos

Senhor, mostra-me o Teu Caminho

Resgatando as Ovelhas Perdidas

Resgatando as Ovelhas Perdidas
Jesus é o Bom Pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas, ele deixa as 99 no aprisco e busca a que se desgarrou, trazendo-a em seus ombros. Enquanto perdemos nosso tempo com coisas supérfluas, muitas ovelhas estão perdidas e cabe a nós a missão do IDE para resgatar tais ovelhas que se desgarraram do aprisco do Senhor Jesus. Há uma estatística no Brasil de que 40 milhões de evangélicos pararam na beira do caminho, isso sem contar aqueles que não tiveram um encontro real com o Senhor. Não cabe a nós julgar a razão ou os "porquês", mas precisamos fazer alguma coisa para que o adversário de nossas almas não venha a se regozijar, e que o Reino de Deus venha a ser acrescentado com o número dos que hão de se salvar. Se você está desanimado ou parou nesta caminhada gloriosa, em nome do Senhor Jesus retome sua caminhada e seja um soldado de Cristo. Lembre-se que Ele deu a própria vida na cruz do calvário por mim e por ti e ainda nos garante a salvação. Deus te abençoe! Pr. Eri Carlos

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Estudos Bíblicos


É preciso cavar


“E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai”. (Gn 26:28).

     O valor da água

     O Brasil é um país rico em lençóis freáticos e abundantes em água nas diversas regiões, mas mesmo assim dentre os Estados brasileiros, principalmente na região norte, sofrem constantemente pela falta de água.
      
     Quantas famílias tem perecido ou vivem em estado de miséria em virtude da falta d’água para a plantação, bem como para sua própria sobrevivência.

     No oriente médio o valor da água é imensurável, pois naquela região a água é como ouro, muito difícil de conseguir.

     Nosso corpo é composto por 70% de água e necessitamos constantemente deste líquido tão precioso para nossa sobrevivência.

De acordo com entendidos, sem o alimento uma pessoa poderá resistir por 40 dias, mas sem água, por apenas três dias.
A falta de água no organismo reduz o volume de sangue, provoca perda da coordenação motora, desmaios e cãibras. Há estimativas da ONU de que anualmente, cinco milhões de pessoas no mundo morram em decorrência de enfermidades causadas por água contaminada.

Sabia, também, que é por falta de água que a pele se torna enrugada, quando envelhecemos?
Todas as pessoas necessitam beber de 2 a 3 litros de água por dia!

Podemos comparar a água com as bênçãos que precisamos e necessitamos, tanto espiritualmente, como materialmente.

O crente necessita ser saciado pela fonte da água vida para que não pereça, mas tenha a vida eterna e para isso é necessário “cavar” as bênçãos.

As promessas continuam
         
     Deus escolheu a Abraão para ser o pai da fé, pela sua obediência e exemplo de fidelidade estampada nas páginas da Sagrada Escritura.

     Tão logo ouviu a voz do Senhor, o obediente Abrão com a idade de 75 anos, deixou Ur dos Caldeus e prosseguiu avante para onde Deus lhe ordenara e fossem cumpridas as promessas em sua vida.

     Deus lhe prometera uma descendência incontável como as estrelas do céu e a areia do mar.

“Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos” (Gênesis 22:17).


Abraão foi o homem que mais edificou altares para o Senhor Deus.
Com todas as dificuldades no trajeto, Abraão jamais desistiu, mas seguiu em frente, pois sabia o que lhe esperava.

Abraão acabou descendo ao Egito, apanhando um fardo (Hagar) pela sua displicência e por Sara não entender o trabalhar do senhor. Desta incontinência nasceu a Ismael, mas mesmo assim Deus não abandonou as promessas feitas a Abraão.

Estava Abraão com a idade de 99 anos, quando o Senhor lhe apareceu dizendo para ele ser perfeito que a partir daquele momento seria o pai de uma grande nação. (Gn 17).

Abraão não tinha filhos com Sara, mas o Senhor abriu a madre de sua esposa a qual lhe deu um menino, dando lhe o nome de Isaque.

Certa vez Deus provou grandemente a fé de Abraão, pedindo seu Filho Isaque em holocausto no monte Moriá. (Gn 22).
Foi uma prova de fogo, mas quando Abraão iniciou a execução, Deus viu sua fidelidade e a renúncia suprema.
Abraão era um homem temente a Deus e fazia tudo que lhe fosse pedido, foi quando o Senhor interceptou e não permitiu que tal sacrifício fosse realizado, e preparou um carneiro para a oblação.

Muitas vezes Deus prova a fé de seus escolhidos, para engrandecê-lo conforme sua vontade, realizando seus propósitos de redenção.

“Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (I Pedro 1:6-7).

A confiança do crente é que depois de uma prova de fé, Deus confirma a benção, fortalece e o recompensa pela sua fidelidade e obediência.

Isaque e as promessas do Senhor


Abraão manda seu servo buscar uma mulher para Isaque entre sua parentela, o qual chegando naquelas terras viu uma moça prendada e pediu confirmação ao Senhor. Em virtude de ter buscado de coração, Deus confirmou a escolhida ao servo que trouxe Rebeca para ser esposa de Isaque.

“Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita em seu caminho” (Sl 37:23).

Fica registrado que todo crente deve esperar a direção do Senhor que o guiará fielmente, como guiou o servo de Abraão.

Isaque casa com Rebeca a qual tinha o mesmo problema de sua mãe sara, ou seja, ela era estéril e não podia gerar filhos.
  
Nesse ínterim a Bíblia relata que Abraão viveu farto de dias e morreu depois de cumprir sua gloriosa missão.
Agora Isaque ora constantemente e pede a Deus um filho para dar continuidade às promessas e descendência, e, o Senhor ouve suas orações abrindo a madre de Rebeca dando-lhe dois Filhos.

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á”. (Mt 7:7).

Deus disse que nasceriam duas nações, sendo um povo mais forte que o outro e que o maior serviria o menor. (Gn 25:23).

Nasceram os gêmeos Esaú e Jacó, sendo que o segundo nasceu agarrado sua mão ao calcanhar do primeiro.

Esaú foi homem de caça, enquanto que Jacó era mais pacífico e varão camponês.

Posteriormente Esaú vende sua primogenitura por um prato de lentilhas, dando mais valor as coisas materiais do que as espirituais. Isso custou muito caro, pois a primogenitura consistia na liderança, o direito a bênçãos do Senhor.

Esaú não valorizou o que Deus tinha lhe dado, preferindo trocar as bênçãos por momentos de prazeres, porém Jacó desejou às bênçãos espirituais do futuro, vindo de sua parte as doze tribos de Israel.

“PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”. (Colossenses 3:1).
       
     Fome na terra

     Assim como nos tempos de Abraão, também houve fome na terra nos dias de Isaque.

     Isaque foi até Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar, quando o anjo do Senhor lhe apareceu dizendo para não descer no Egito, mas ir para terra que lhe seria dito que sua semente seria multiplicada.

     Isaque habitou em Gerar e alguns varões daquele lugar perguntaram acerca de sua mulher, pois Rebeca com certeza era muito formosa.

     A história se repetia, assim como foi com seu pai Abraão, Isaque também diz que rebeca é sua irmã, em virtude de temer pela sua vida.

     Certa vez Abimeleque viu Isaque brincar com Rebeca e percebeu que não se tratava de sua irmã e sim sua esposa e chamou sua a atenção pelo acontecido.

     No Mundo diz que a mentira tem perna curta e em provérbios diz: “Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho”. (Provérbios 20:17).
     Deus é misericordioso e não permitiu que ninguém tocasse em Rebeca e ainda colocou no coração do rei para que protegesse a ambos.


     É preciso cavar

     Isaque começa a prosperar grandemente naquela região e tinha posse de muitas ovelhas e vacas e muita gente ao seu dispor para servi-lo.
Aonde Isaque colocava sua mão, prosperava era abençoada. Assim é a vida do verdadeiro cristão, sendo uma benção nas mãos do Senhor e tudo que o Senhor nos concede é para que sejamos bons administradores, afinal tudo é do Senhor.

Também veio a inveja por parte dos filisteus e encheram de entulho os poços que serviam para saciar a sede das pessoas e dos animais, os quais foram cavados por Abraão.

O rei Abimeleque também se deixou levar pela inveja e se preocupou com o poderio e prosperidade de Isaque, mandando-o a se apartar do seio deles.

Quando o servo de Deus começa a prosperar, tanto materialmente e principalmente espiritualmente o inimigo se levanta com todo furor.
Não importa, mesmo que tentam impedir o rompimento e o progresso do Cristão o Senhor dá a direção certa e conduz, conforme sua vontade para a vitória.

Agora Isaque sai da presença do rei Abimeleque e vai habitar no vale de Gerar.

Às vezes é necessário passar pelo vale, mas sempre lembramos que não estamos a sós, mas na companhia preciosa do Senhor Jesus.

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. (Salmos 23:4).

Isaque cavou poços de água que seu pai havia feito e que os filisteus entupiram, limpando-os.

Não adianta o inimigo querer tapar nossos sonhos, pois Deus fortalece para que sejam reabertos e com bênçãos em abundância.

Os servos de Isaque cavaram um poço e encontrou águas vivas, dando lhe o nome de Ezeque que significa contenda. Novamente os moradores daquele local contenderam com Isaque, dizendo que o poço era deles.

Mesmo com toda luta a persistência de Isaque era admirável e cavaram outro poço também de águas potáveis, sendo chamado de Sitna que significa inimizade, pois houve luta.

Em seguida partiu dali e cavou outro poço o qual foi lhe dado o nome Reobote, que significa alargamento. Neste local houve calmaria e Isaque disse: “Porque agora nos alargou o Senhor e crescemos nesta terra”. (Gn 26:22).

Em seguida subiu até Berseba e o Senhor lhe apareceu naquela noite dizendo: “Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão meu servo” (Gn 26:24).

Deus poderia ter enviado Isaque para morar na beira de um rio, ou numa região que chovesse constantemente, mas ao contrário enviou-o numa região árida para que pudesse ganhar experiência para passar as provas.
Facilidade não gera experiência e muitas vezes deixa o crente acomodado.
Quem tem tudo fácil, não dá o devido valor e poderá perder com facilidade.
“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz à paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. (Rm 5:3-4)”.
Naquelas terras havia água em abundância, mas era necessário iniciativa para cavar, em virtude de se encontrarem em grande profundidades.

O crente não deve fazer como o marinheiro preguiçoso que não mergulha e fica apenas na superfície apanhando garrafas, plásticos, entulhos, etc, mas fazer como o marinheiro persistente que mergulha no fundo e acha tesouros incríveis.

É preciso ser compromissado com a obra do Senhor e se envolver de corpo, alma e espírito, emergir totalmente, sem medir dificuldades.
Naqueles tempos para encontrar água era necessário se esforçar cavando para encontrar o precioso líquido.

Recordo que no interior muitos usavam um galho tipo forquilha para identificar onde pudesse cavar para encontrar água e não é em todo lugar que se encontra, pois existem as dificuldades naturais.

Tão logo havia a indicação do local pela vibração da vara, o “poceiro”, escavador de poços, iniciava seu trabalho a procura da água, utilizando as ferramentas apropriadas para atingir seu objetivo.
O entusiasmo era grande e a cada “enxadada ou picaretada” se aproximava do precioso líquido.
Muitos poços são profundos, variando sua profundidade de acordo com o terreno e quando se aproximava do lençol freático, encontra-se uma camada de cascalho dura e rígida para transpor, chamada de “piçarra” ou até mesmo o forte cheiro de gás natural.

O trabalho era árduo e sempre em cima na boca do poço havia outra pessoa para ajudar a retirar toda terra, através de um sarilho com corda e balde.

Depois de vários dias chega à hora da recompensa e o “poceiro” percebe que seu trabalho está se findando quando começa a aparecer os veios d’água ainda suja pela lama.

Agora começa um trabalho de limpeza dos restos da lama para que a água pura possa se alojar no fundo do poço. Chegam finalmente o grande momento tão esperado e esse poço vai poder saciar a sede de muitas vidas.
 

     Conclusão


Desta mesma forma é a vida do cristão, tendo que cavar para transpor os variados obstáculos e chegar à vitória.
Quantas vezes durante a escavação espiritual deparamos com certos problemas como o desânimo, dificuldades no seio familiar, na parte financeira, com certas pessoas, etc.

Tem momentos que deparamos com a “piçarra”, mas se formos perseverantes Deus nos coloca a ferramenta da unção do Espírito Santo e breve conseguimos deparar com os olhos espirituais a vitória que nos espera.

Precisamos trabalhar bastante com perseverança, seja na vida natural e principalmente na espiritual e não desistir, pois aquele que insiste alcança a vitória.

Os poços citados tem significados especiais, por exemplo: Eseque, significa “luta”. Sitna também foi com luta e Reobote significa “espaços largos”.

Antes de alcançarmos os “espaços largos”, muitas vezes precisamos passar por “caminhos estreitos”.

Teremos luta e provas, mas nem as lutas e nem as provas são eternas. São passageiras , pois tudo passa, com exceção da Palavra de Deus.

Deus abençoe!  Pr. Eri Carlos

Estudos Bíblicos

A Restauração de Mefibosete


“Disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa”. (II Samuel 9:7).

Um homem segundo o coração de Deus

Deus tinha traçado um plano maravilhoso na vida de um homem chamado Davi para abençoar muitas pessoas, o qual desde a tenra idade já se inclinava a fazer o que era bom.

Logo depois de Saul ser ungido o primeiro rei de Israel, começaram os problemas, as pelejas e também a reprovação do Senhor pela desobediência de Saul.

O povo israelita precisava de um novo rei e Deus ordena a Samuel para ungir um dos filhos de Jessé para cumprir a nobre missão.

Samuel manda reunir os filhos de Jessé (I Samuel 16) e passando um a um dos sete filhos que ali estavam todos foram reprovados para a missão específica de governar uma nação.

Em determinado momento Samuel pergunta a Jessé se acabaram os jovens, e como resposta diz que ainda faltava o menor que estava a apascentar as ovelhas de seu rebanho.

Mandou que o trouxesse para assentar a mesa e quando Samuel viu aquele rapaz de baixa estatura, ruivo, formoso em semblante e de boa presença, Deus lhe disse para ungi-lo e logo o Espírito do Senhor apoderou-se Davi. 

Saul foi atormentado por um espírito maligno que o assombrava e pediu aos seus servos que trouxessem um homem que tocasse bem.
Seus servos indicaram Davi, filho de Jessé que além de tocar bem era valente.

Davi veio ter com Saul e quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tocava tão bem que Saul sentia-se aliviado.

Davi ficou atendendo ao rei e também cuidava das ovelhas de seu pai e naqueles dias havia guerra entre os israelitas e os filisteus e os irmãos de Davi estavam na peleja.

Certa vez Jessé envia a Davi para levar no campo de batalha alguns alimentos para seus irmãos, bem como a seu chefe.

Quando estava falando com eles, apareceu um guerreiro filisteu de tamanho desproporcional, um gigante, cujo nome era Golias e desafiava ousadamente o povo israelita.

Todos temiam aquele homem e fugiam de sua presença, porém Davi perguntou aos homens que farão ao homem que ferir o gigante, tirando a afronta sobre Israel? E quem é o incircunciso que afrontava o exército do Deus vivo?

E o povo falou que aquele que ferisse o tal gigante o rei o enriqueceria e ainda daria sua filha em casamento e Golias era um terrível guerreiro filisteu.

Davi disse que iria pelejar contra o tal incircunciso e lavar a honra de Israel.
Seus irmãos o repreenderam, mas Davi havia tomado uma decisão de pelejar contra o gigante, chegando aos ouvidos do rei.

O rei Saul disse que Davi ainda era muito moço e poderia perder a vida no confronto.

 Davi estava convicto que sairia vitorioso e disse ao rei que já havia enfrentado leão e urso e também feria o incircunciso filisteu.

Nada o fazia mudar de idéia, então o rei ofereceu sua armadura para que Davi usasse, porém era grande demais e ficava desajeitado.
Davi disse ao rei que não conseguia nem andar com aquilo e tomou seu cajado e apanhou cinco pedras no riacho e pôs no seu alforje, indo encontrar seu oponente.

O gigante Golias viu Davi que se aproximava e começou a zombar, dizendo se por acaso ele era um cão para vir com pedaço de pau, amaldiçoando e jogando impropérios a Davi.

Davi não temeu e falou que mesmo ele vindo com espada, e com lança ele iria em nome do Senhor dos exércitos e que o Senhor o daria em suas mãos para que todos soubessem o poder de Deus.

No arraial Davi avançava em direção do gigante e em determinado momento pegou sua funda que estava no alforje, colocou uma pedra e começou a girar, e de repente a pedra foi lançada e cravou-se na testa do temível Golias.

Houve-se um silêncio geral, quando todos viram o grandalhão tombar para frente atingido por uma pedra.
Os filisteus ficaram assustados e fugiram, quando Davi com a própria espada do Golias cortou-lhe a cabeça, exibindo-a como troféu.

Saul ficou admirado da grande façanha daquele rapaz que parecia aos olhos humanos que jamais sairia vivo do confronto e não permitiu que Davi voltasse para casa de seu pai.

Desde então nascia uma amizade grandiosa entre o filho de Saul, Jônatas, com Davi.

Diversas batalhas ocorreram em que Davi era sempre vitorioso e as mulheres do reinado comentavam entre si que Saul feriu os seus milhares e Davi seus dez milhares.

Nascia então um ódio e inveja no coração de Saul que procurava ocasião para matar a Davi.
A filha de Saul Mical que foi dada como esposa de Davi o salvou da ira de seu pai que queria de todas as formas tirar sua vida.

O Pacto

Certa vez Jônatas faz um pacto com Davi que o ajudaria a não cair nas mãos de Saul e se um dia Davi estivesse no trono para que usasse de benevolência com os seus.
Davi firmou a aliança com se amigo Jônatas e muitas fugas ocorreram, mas que por diversas vezes Davi teve oportunidade de eliminar Saul, mas não o fez.

Numa ocasião enquanto Saul o perseguia pelo deserto, Davi foi até a tenda de Saul e cortou a orla de seu manto, mostrando que se quisesse teria lhe tirado a vida, mas dizia que não tiraria a vida do ungido do Senhor (I Samuel 24:10).

Depois de muitas perseguições e pelejas, Davi toma conhecimento que Saul e seus filhos haviam morrido inclusive jônatas haviam morrido.

Davi lamentou a morte de Saul e de Jônatas e muito se angustiou por ter perdido seu melhor amigo.

Em seguida Davi é aclamado rei de Judá, governando-a num período de sete anos e mais tarde tornou-se rei de todo Israel, governado toda nação, sendo seu governo um total de quarenta anos.

Direcionado por Deus

Quando Davi ia a pelejar consultava ao Senhor para que estivesse na direção certa e se obteria vitória e sempre o Senhor o ouvia e direcionava, conforme II Sm 5:19

Alguns filhos de Davi nasceram em Jerusalém, onde ficou conhecida como a cidade de Davi e os filisteus vieram para guerrear, ficando no vale dos Rafains, então consultou o Davi ao Senhor que lhe disse para ir pelejar que a daria os filisteus em suas mãos (II Sm 5:23).

A batalha foi travada e mais uma vez os infortunados filisteus se preparavam para a guerra e novamente Davi consultou ao Senhor, sendo que Deus o orientou para dar volta por detrás deles e ficassem a frente deles por defronte das amoreiras.
O Senhor também disse que quando ouvisse o barulho de marcha sobre a copa das amoreiras, então poderia ir à luta que o Senhor já estava à frente para ferir os filisteus. Conforme a Palavra dita pelo Senhor, Davi obteve vitória sobre os filisteus desde Sebá até Gezer.
Quando confiamos que Deus está frente de nossas lutas contra o adversário, podemos confiar que a vitória é garantida.


A restauração de Mefibosete.

Tinha Jônatas um filho por nome Mefibosete, e tão logo soube das novas sobre a morte de Saul e Jônatas a ama de Mefibosete fugiu apressadamente com ele, mas em determinado momento caiu e o menino que tinha cinco anos ficou coxo em virtude da queda. (II Samuel 4:4)

Na época não havia ortopedistas e nem os cuidados de nossa era, ficando assim o menino aleijado de ambos os pés.

Mefibosete significa em Hebraico vergonha destruidora, assim como também era nosso antigo estado espiritual.

O rei Davi lembrou de sua aliança com Jônatas e perguntou a Ziba que foi servo de Saul se por acaso havia alguém da casa de Saul para que fosse benevolente? (II Samuel 9...).
Zibá respondeu ao rei que ainda havia um filho de Jônatas que era aleijado de ambos os pés.

Imediatamente o rei quis saber onde estava e Ziba disse que estava em na casa de Maquir em Lo-Debar.

Lo-Debar significa um lugar árido, seco, inóspito, onde nada produz.

Trouxeram Mefibosete que se prostrou o rosto por terra em frente á presença do rei.

Davi o chamou pelo nome: Mefibosete! E ele disse eis aqui teu servo. Davi disse para que não temesse, pois na época era costume pelas leis da guerra quando um rei assumia o trono exterminar com seu possíveis sucessores.

“Disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa”. (II Samuel 9:7).

Mediante estas palavras Mefibosete se menosprezou dizendo quem era ele, assim como um cão morto, para que o rei olhasse com dignidade?

Davi não se preocupou com aquelas palavras e deu ordem para Zibá, dizendo: tudo o que pertencia a Saul seria agora de Mefibosete e ainda teria o prazer de recebê-lo em sua casa, comendo à sua mesa junto de seus filhos.

E desta forma aconteceu, pois Mefibosete morava em Jerusalém e sempre comia à mesa do rei Davi, mesa o sendo coxo de ambos os pés.

Esta passagem nos mostra como um homem como Davi realmente tinha um coração, segundo o coração de Deus.

Quando analisamos o versículo 1, vemos que Davi estava preocupado em honrar sua aliança com jônatas, mandando averiguar se havia alguém da linhagem para lhe fazer bem.  

O amor demonstrado por Davi é um amor incondicional, pois naquela época uma pessoa aleijada era rejeitada, jamais poderia falar com um rei.
Conforme o Livro de Éster 4:2, Mardoqueu rasgou suas vestes e chegou ás portas do rei. Neemias Chegou perto do rei e este perguntou por que Neemias estava triste, sendo que naquele momento ele temeu. (Neemias 2:2). Nenhum servo poderia chegar próximo do rei com o rosto triste, era expressamente proibido.

Mas Davi não levou em consideração as etiquetas e recebeu dignamente a Mefibosete, sem olhar sua deficiência física.
 É só mesmo através do amor de Deus em nossos corações que podemos realizar feitos tão sublimes quanto ao de Davi.

É desta forma que o Senhor Jesus nos trata, através de um amor tão grande e imensurável que ama incondicionalmente os pecadores e quer ser benevolente com sua graça a todos que o buscam.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”. (Efésios 2:8)


Pés aleijados

Mefibosete olhava para sua condição e se lamentava de não poder andar normalmente com passos seguros e olhar altivo. Seus passos não eram seguros, seu caminhar era torto e desengonçado.

Na vida espiritual também acontece com muitos que andavam e com passos inseguros, sem saber ao certo o rumo para onde ir.
Jesus Cristo tomou sobre si nossas enfermidades, conforme Isaias 53 e sarou nossas feridas para que andemos com passos decididos rumo a Sião celestial.

Quantos têm se lamentado de sua situação, olhando para suas misérias espirituais e que ainda estão sentindo os pés aleijados por não ter procurado o melhor ortopedista do universo, o Senhor Jesus.
Quando há pecado em nossas vidas, andamos cambaleando, sem segurança, não reconhecendo as grandezas e maravilhas operadas pelo Altíssimo Deus.

Muitos têm procurado ocultar sua impotência com as distrações que o mundo oferece e que são passageiras, mas o aleijume continua, fica na mesmice.
Parece que é melhor chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram, isto é, por causa da inveja.

A paralisia espiritual não estimula o indivíduo a prosseguir e às vezes tem que ser carregado, atrasando o progresso e o sucesso dos demais.
Tem muitos crentes sem firmeza, cai aqui, cai acolá, seu olhar é cabisbaixo é negativista, só sabe reclamar e não faz nada para mudar a situação.

Certa vez quando Pedro e João adentravam no templo chamado Formosa, onde havia um coxo na porta que pedia esmolas; mas Pedro e João olhando para o desafortunado disse que não tinha ouro, nem prata, mas tudo que tinha daria, que em nome do Senhor Jesus de Nazareno se levante e ande. (Atos 3).

Para assombro e espanto de todos o coxo firmou seus pés e andou, ficando curado imediatamente.
          É preciso dar a oportunidade e abrir o coração para que o Senhor Jesus entra em nossas vidas e nos cure desta moléstia

Lo-debar

O crente não foi criado para morar em lugar deserto, inóspito, desabitado, onde a sequidão espiritual está sempre presente.
O verdadeiro cristão foi formado para viver e ser tratado com dignidade como príncipe ou princesa, como ministro e embaixador, como servo e filho do Deus vivo, participante da alegria e glória do Senhor.

Mesmo que moremos em casebres aqui nesta Terra, que é por pouco tempo, mas Jesus Cristo foi preparar lugar nos céus. Lá a cidade é de ouro, os muros são de jaspe, as doze portas são de pérolas, seu fundamento é adornado de pedras preciosas, e na cidade corre um rio o puro da água da vida, claro como cristal, procedente do trono de Deus e do Cordeiro. (Apocalipse 21:12..., 22).

 

Sentar a mesa do rei

 

Mefibosete estava tão constrangido com sua situação que chegou a dizer que era considerado como um cão e parecia não ser digno de sentar á mesa do rei, sendo que outrora tinha direito.


          Quantos estão da mesma maneira, achando inútil que não tem mais jeito que está muito aleijado espiritualmente para ficar perto dos santos do Senhor.
     O adversário de nossas almas tem procurado cegar o povo para que possa receber o perdão, pois o amor do Senhor Jesus é o amor Ágape, um amor que não impõe condições para receber o pecador.

          Conclusão   
         
          Assim como Davi recebeu a Mefibosete com todas as honrarias o Senhor Jesus também nos resgata de Lo-Debar, cura nossas deficiências, limpa e purifica nossos pecados e ainda nos convida a sentar à mesa dos Reis dos Reis para cearmos e que tenhamos vida eterna.
         
          Venha sentar á mesa do mestre, se alimente da sua Palavra e tenha a unção do Senhor, vivendo dignamente para o que fomos formados: Adoradores do Deus vivo!

Estudos Bíblicos

A Glória do Senhor


“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Romanos 8:18).

Desde a criação do mundo o Senhor têm mostrado sua grandeza e sua glória em tudo que foi criado.

Afinal o que é glória?

No mundo secular trata-se de fama, honra e exaltação que se conquista através dos méritos próprios.

Espiritualmente falando, Glória é o brilho, o resplendor a alegria, a honra, a majestade do Senhor nosso Deus.

É a presença de Deus e sua santidade e muitas vezes visível entre seu povo, glória esta chamada pelos rabinos de Shekinah, significando em hebraico “habitação de Deus”.

A glória de Deus foi revelada no Senhor Jesus Cristo, sendo profetizada por Isaias que Nele seria a glória de Deus para que toda humanidade pudesse ver.

“E a glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do SENHOR o disse”. (Isaias 40:5).

Sua vinda e os milagres por Ele realizados confirmam e revelam sua glória e quando morreu foi glorificado, pois subiu ao céu em glória e um dia voltará em nuvem para buscar seus escolhidos; (Mt 24:30: Mc 14:62: I Ts 4:17).


          Manifestação da glória de Deus
   
          Deus manifestou sua glória nos tempos do Antigo Testamento através da nuvem que guiou o povo de Israel pelo deserto, sob forma de fumaça de dia e coluna de fogo à noite. “E a glória do SENHOR repousou sobre o monte Sinai...” (Êxodo 24:16).
         

          Quando o povo tinha plena consagração e comunhão com o Senhor sua glória era tanta que tinha um aspecto de um fogo consumidor no alto dos montes e somente Moises entrou entre as nuvens e Deus falava com Moisés, admoestando seu desejo sobre o povo de Israel.

Na tenda da Congregação também era manifestada a glória de Deus, enchendo todo tabernáculo, conforme Êxodo 40:34.

          Para nossos dias não é diferente, pois nosso Senhor Jesus derramou seu sangue da aspersão para expiação de nossos pecados para que sejamos participantes de sua glória.
Antes éramos destituídos da glória de Deus, por causa do pecado, mas agora temos um remidor que nos faz participantes de sua glória.

Jesus Cristo é glória de Deus entre aqueles que o servem em Espírito e em verdade, manifestada em grandeza, graça, beleza, majestade, plenitude, luz, totalidade e poder.

          Jamais perder a glória
         
Eli serviu a Deus como sacerdote, profeta e Juiz de Israel e era um homem muito temente a Deus, porém deixou de repreender seus filhos Hofni e Finéias que eram imorais e pervertidos e ausentes da glória de Deus. (Samuel 4...).

Os filhos de Eli são mencionados como filhos de “Belial”, uma palavra hebraica significando “imprestável”, sem valor no sentido da iniqüidade. Eram maus obreiros e voltados a praticar atos ilícitos e imoralidade sexual.

Eli até protestou contra os atos vis de seus filhos, porém não os destituiu do cargo, desprezando o compromisso com Deus, não exercendo sua autoridade como Sacerdote.

Nos dias atuais vemos o nepotismo predominante, onde pessoas desqualificadas e descompromissadas com a obra de Deus estão à frente do povo, roubando-lhes a lã e a gordura.

Quantas portas largas estão infestadas por aí, assim como a igreja de Corinto, onde o apóstolo Paulo admoestou severamente.     

Muitos estão preocupados em obter poder e fama, fazendo como a “lei de Gerson”: levar vantagem em tudo.

O apóstolo Paulo admoestou sobre os acontecimentos vindouros que estamos vivendo e para estamos atentos.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”, (II Tessalonicenses 2:3).

Deus advertiu através de Samuel que os filhos de Eli pagariam preço alto pela sua desobediência e perda da glória de Deus.
Mais tarde enquanto Israel se acampava em Ebenézer, onde estava a arca do concerto do Senhor os filisteus acamparam nas proximidades de Afeca e ouviram rumores de alegria no arraial dos israelitas.
Temeram quando souberam que a arca de Deus estava com seus adversários, pois sabiam o que tinha acontecido no Egito e as pragas enviadas por Deus.

De repente tomaram coragem e partiram em guerra contra Israel e prevaleceram, tomando ainda a arca do concerto.

Não adiantava ter a arca junto do povo e não ver a glória de Deus, porque estavam desconcertados, e em virtude da desobediência Deus permitiu que fossem provados e até mesmo humilhados.

Não basta ver as bênçãos tem que ter o abençoador e ser participante ativo de sua glória.

Quando Eli soube que os filisteus haviam matado seus filhos e roubado a arca de Deus, caiu da cadeira e como já era de idade avançada, noventa e nove anos, e pesado, acabou por quebrar o pescoço e morrer.

Sua nora, mulher de Finéias estava para dar a luz e ficou sabendo do que ocorrera e que haviam tomado a arca de Deus.
Ela ficou muito entristecida e estava quase morrendo em virtude das dores de parto, e naquele momento uma das mulheres que lhe atendia disse para não temer, pois tinha nascido um menino.
A mulher de Finéias não fez caso do nascimento do filho em virtude de se preocupar com o afastamento da presença de Deus e colocou o nome do menino de Icabô.

Icabô significa “Sem glória”. Que adiantava o nascimento da criança se ela não tinha alegria.

Quantos crentes não têm se preocupado em preservar a glória de Deus junto de si, através da fé, obediência, santidade e devoção ao Todo-poderoso.

O homem sem a glória de Deus não é nada!

O Salmista dizia ao Senhor: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário”. Salmos 51:12.

Conclusão

Se nosso coração não está alegre temos um rosto triste, mas quando a glória do Senhor está conosco somos alegres e o rosto irradia o brilho do espírito Santo, porque aformoseia nosso semblante.

O crente não deve deixar o adversário se alegrar e não ser um Icabô “sem glória”, onde estiver deve apresentar-se irrepreensível como testemunha viva da glória do Senhor.
Quantos que já perderam o brilho do primeiro amor com Jesus, esquecendo o privilégio de sua glória e grandeza. É preciso viver intensamente o primeiro amor, pois é o único.
A cada dia que passa temos que preocupar com nosso encontro com nosso Senhor Jesus e o que apresentaremos a Ele.

Não deixe que um pequeno descuido possa roubar a alegria de pertencer a um povo escolhido e comprado com sangue, não de bode ou de bois, mas do cordeiro imaculado filho de Deus. Levante a cabeça e não sejas um Icabô.
Mesmo que tenhas perdido a dimensão da esperança, achando até mesmo ser parecido com um Icabô, lembre-se que Jesus é nossa força e fortaleza e nosso companheiro inseparável.

A glória do Senhor pode ser percebida quando abrimos nosso coração e O deixamos tomar a direção e controlar nossas vidas.

Simeão pode pegar no colo a glória de Deus e viu a Salvação, agradecendo ao Senhor pelo privilégio.

Todo cristão quer ver a Deus e até os incrédulos dizem se Deus aparecer em carne e osso eles crerão. Jesus disse: bem aventurado os que não me viram e creram;
Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. (Colossenses 3: 4)

“E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente”. (Apocalipse 21:11).


Ninguém pode roubar a glória de Deus a Ele toda honra e toda glória!