A fidelidade de José - Pr. Eri Carlos

Defendendo o Campo de Lentilhas-Pr. Eri Carlos

Senhor, mostra-me o Teu Caminho

Resgatando as Ovelhas Perdidas

Resgatando as Ovelhas Perdidas
Jesus é o Bom Pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas, ele deixa as 99 no aprisco e busca a que se desgarrou, trazendo-a em seus ombros. Enquanto perdemos nosso tempo com coisas supérfluas, muitas ovelhas estão perdidas e cabe a nós a missão do IDE para resgatar tais ovelhas que se desgarraram do aprisco do Senhor Jesus. Há uma estatística no Brasil de que 40 milhões de evangélicos pararam na beira do caminho, isso sem contar aqueles que não tiveram um encontro real com o Senhor. Não cabe a nós julgar a razão ou os "porquês", mas precisamos fazer alguma coisa para que o adversário de nossas almas não venha a se regozijar, e que o Reino de Deus venha a ser acrescentado com o número dos que hão de se salvar. Se você está desanimado ou parou nesta caminhada gloriosa, em nome do Senhor Jesus retome sua caminhada e seja um soldado de Cristo. Lembre-se que Ele deu a própria vida na cruz do calvário por mim e por ti e ainda nos garante a salvação. Deus te abençoe! Pr. Eri Carlos

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Reconhecendo o amor de Deus

Reconhecendo o amor de Deus


“Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito”. (Êx 32:32).

Moisés foi um homem escolhido por Deus para uma grande obra com a finalidade de libertar o povo escolhido do Senhor das mãos do Faraó, os quais estavam em cativeiro sofrendo as agruras da vida.
A conseqüência do sofrimento era pela desobediência do povo que voltou às costas para Seu Deus, andando sem Sua direção e se corrompendo pelo pecado.

Quando o povo hebreu reconheceu suas misérias chegando à conclusão que era impossível andar sem a proteção do Senhor Deus, começaram a clamar pelo Seu Santo nome.
Deus em sua infinita misericórdia e para cumprir sua Palavra ouviu o clamor do povo, então prepara tudo para libertá-los, esperando que possam servi-Lo com sinceridade de coração.

O chamado de Deus

Enquanto Moisés pastoreava as ovelhas de seu sogro Jetro ou Reuel no monte Horebe, viu uma sarça que ardia e não era consumida, aproximando-se então do local.

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe”.      E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia’. (Ex 3:1-2).

Tão logo chega perto Deus fala para Moisés tirar as suas alparcas, pois o local que pisava era santo.
Deus fala a Moisés de sua nobre missão, instruindo como deveria proceder quando retornasse ao Egito.

Aquele que tem um chamado do Senhor para missão deve ter a visão da sarça ardente em seu coração, conforme Êxodo 3:2-3 e Atos 7:22.

A sarça era uma planta espinhosa (um abrolho) e desta forma indica que o homem caído e destituído de Deus está sob a maldição e condenado ao lago de fogo.
Todo aquele que é chamado por Deus deve perceber que é apenas uma sarça (um pecador sob a maldição de Deus – Gn 3:17-18) com um fogo queimando em seu interior que é fogo do Espírito Santo do Deus Triúno, o Deus da ressurreição (Dt 33:16; Mc 12:26).
Quando se acende esta chama que arde dentro do se seu coração aceitando a Cristo como seu Salvador, então a maldição é queimada e se torna um vaso precioso para Deus.

Moisés obedece ao Senhor e faz tudo conforme Sua Palavra, sendo representante fiel de Deus e retirando o povo das garras de Faraó, passando pelo mar vermelho a seco, onde seus perseguidores pereceram.

Risco de morte

Depois de o povo contemplar o poder de Deus e os grandes livramentos, o Senhor fala a Moisés para subir o monte Horebe onde seria feito às tábuas da Lei que o povo deveria seguir.
Prontamente Moisés obedece e deixa Arão em seu lugar com a responsabilidade de dirigir o povo, subindo então o local indicado por Deus.
Não demorou muito para que o povo murmurasse, forçando a Arão que fizesse para eles um bezerro de ouro para adorar, alegando que o bezerro seria seu Deus, pois Moisés estava demorando e talvez nem voltasse mais.
Lá no monte Deus fala com Moisés sobre o ocorrido e também em consumir com o povo rebelde, pois enquanto se fazia os preparativos eles se corromperam, fazendo para si uma imagem para adorar.
Moisés fala com Deus que se lembre das promessas feitas aos antepassados Abraão, Isaque e Jacó que a descendência seria incontável como as estrelas do céu. Também disse que seria em vão terem saído do Egito para morrerem no deserto e que ainda ficaria em descrédito e o povo egípcio se orgulharia e riria do fracasso dos hebreus.
O Senhor se arrepende do mal que iria fazer por considerar as sábias palavras de Moisés.
Depois de descer o monte Moisés chega ao arraial e depara com a situação deplorável do povo que estavam alucinados e até mesmo despidos mostrando suas vergonhas.
No momento ele fala para separar quem é de Deus para seu lado e no dia seguinte Moisés foi encontrar com o Senhor pedindo clemência pelo pecado do povo que fizeram o bezerro de ouro. Desta forma falou ao Senhor se não os perdoasse, então poderia riscar o seu nome do Livro da Vida.
Moisés põe em risco sua própria vida por amor do povo hebreu. Um povo de dura cerviz que não estava contente com nada e sempre estava a murmurar.

“Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito”. (Êx 32:32).

Moisés era amigo de Deus e conversava como tal e o Senhor atentou para o clamor de seu ungido, não destruindo o povo, porém fazendo-o pagar um preço pela desobediência andando pelo deserto por quarenta anos.
Os murmuradores também não puderam ver a terra prometida, ficando com seus ossos ressequidos no deserto, conforme a Palavra de Deus.

Estar no foco de Deus

A Palavra de Deus é fiel e justa para estabelecer a vontade do Senhor sobre o homem.
Deus quer que voltemos à originalidade para o que fomos formados, ou seja, para ser verdadeiros adoradores e tê-lo sempre como seu verdadeiro amigo.
O homem precisa se aproximar de Deus, depositando toda sua confiança naquele que tão somente quer que sejamos felizes.
A maneira deste contato é através da conversão e aceitando Seu Filho Jesus Cristo como mediador entre Deus e o homem.
Jesus está sempre atento às nossas petições, por isso se faz necessário ter plena comunhão com o Espírito Santo que intercede por cada um de nós mesmo que seja com gemidos inexprimíveis.
Esse contato é nos conduz pela senda da justiça e trilhamos pela senda da justiça que dá vida e vida em abundância.
Nunca olhar para trás ou se desviar do verdadeiro foco que conduz a salvação, o autor e consumador da fé, Jesus Cristo.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14:6).

Precisamos manter esse contato direto com o Senhor, orando, conversando e ouvindo Sua voz. Jamais retroceder quando se é chamado, vendo as confirmações a cada momento e buscando orientações divinas.

Deus espera que o amemos de todo coração, bem como o nosso próximo como a nós mesmos.

“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I João 4: 20).

Amor ao próximo é compartilhar, ajudar e dar a honra e a precedência, assim como era a doutrina dos apóstolos no partir do pão, e nas orações, conforme Atos 2:42.
Imagine que alguém matava um boi e convidava os irmãos para juntos compartilhar na hora do banquete, um ajudava o outro em todas as ocasiões.
Seria maravilhoso se vivêssemos o evangelho primitivo, ajudando-nos mutuamente sem esperar nada material em troca.

Precisamos urgentemente rever os conceitos e agir como servos do Senhor não colocando o coração e nem se apegando com coisas matérias.
Vivemos aqui neste mundo, porém não pertencemos a ele e se faz necessário viver dentro dos padrões que Deus tem preparado para nós.
A Nação de Israel foi chamada para ser modelo para as demais nações. O povo foi escolhido para representar a Deus e sendo recompensados com as bênçãos preparadas pelo Senhor, se obedecessem a Sua Palavra recebendo-o como seu Deus.
O objetivo do Senhor era que as demais nações vissem no povo escolhido a grandeza do Senhor e também reconhecessem Sua magnitude, seguindo o exemplo de Israel.
Os hebreus viram a grandeza de Deus e também vivenciaram as bênçãos, mas nem sempre eram obedientes e se rebelavam contra o Senhor. Uma nação que faria a diferença para o mundo, sendo que não lhes faltava nada, mas que em diversas ocasiões voltava às costas para o Senhor.
Em muitas ocasiões os hebreus literalmente “pisavam na bola”, saindo do foco que foram chamados e sofrendo com isso a conseqüência da desobediência, ficando muitas vezes cativos de outros povos.
Havia uma promessa de libertação para seu povo, onde Deus enviaria o messias para libertá-los do jugo de seus opressores para todo o sempre.
Os judeus não compreenderam tal promessa, pois o Filho do Homem veio a esta terra e eles o crucificaram.
Jesus dizia que veio para os que eram seus e eles não o aceitaram e tal promessa de libertação da escravidão do adversário foi estendida a todos os povos e nações que os recebessem como seu Senhor e Deus.

Desta forma foi e é para nós, que a misericórdia do Senhor nos alcançou, pois Israel não creu no sacrifício do Mestre e nós os gentios estávamos condenado pelo pecado, mas o Senhor estendeu sua mão e nos concedeu essa dádiva de sermos também coerdeiros de Cristo, chamados de filhos de Deus.

            Não é possível descrever o grande amor do Senhor Deus que mesmo nós sendo maus e destituídos de Sua glória ele nos aceitou.

“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”. (João 15:16).

Israel, o próprio povo do Senhor o julgou e o feriu como a um malfeitor, crucificando-o no madeiro da cruz. Veja que raça mais perversa, levar a ser crucificado o ser humano mais maravilhoso que o mundo já viu. Jesus foi como um cordeiro para o matadouro e ainda disse:
 Pai perdoa-a lhes por que não sabem o que fazem”. (Lc 23:34).
No dia da em que o Senhor voltar a pisar no monte das oliveiras, Israel reconhecerá que Cristo é o verdadeiro messias (Zc 14:4).


Conclusão

Tudo que fizermos é impossível pagar o resgate da promissória do pecado que Jesus pagou e resgatou por nós. O amor do Senhor é fenomenal e indescritível, pois se submeteu a ser um humano como nós e passar por todas as provações desta vida por amor de todos os pecadores.
Deus nos ama demais e não quer que sejamos condenados, mas antes viemos ao conhecimento da verdade e voltemos para aquilo que fomos formados: Adoradores do Deus vivo!
Verdadeiros adoradores, humanos sendo tolerantes com nosso semelhante, amando-os em suas fraquezas, assim como nós a temos e procurando mostrar esse maravilhoso amor de Deus para com nosso semelhante.
Deus nos dá o livre arbítrio, ele não interfere em nossas decisões de servi-lo ou não, porém o desejo do Senhor é manifestado através de seu Filho Jesus, demonstrando o quanto nos quer junto dele. Deixando as vãs filosofias e vivermos realmente uma vida de santificação no meio deste mundo perverso. Sendo o povo exemplar para que os demais notem o testemunho e vejam a diferença do que serve e daquele que não serve a Deus.

Na situação descrita, fica claro a coragem, o amor e o humanismo de Moisés pelo seu povo ao discutir Deus no momento em que o Senhor falou em exterminar-lhes, deixando apenas Moisés vivo.
Ele faz de tudo por amor daquele povo, (que ao ver era de coração muito duro), mas Moisés era um homem nobre que daria sua própria vida por a eles.
Esse amor que Moisés teve pelo povo é na verdade o próprio amor de Deus que tem por cada um de nós quando nos arrependemos de nossos pecados.

Deus não procura super-homens e tão pouco mulheres maravilhas, mas homens comuns que tenha um coração de carne (Ezequiel 11:19) e que sejam simplesmente humanos.
O Senhor não procura profetas com poderes extraordinários, quem procura profetas é o povo. A glória e a recompensa daqueles que querem aparecer na mídia, dizendo “eu faço, eu sei, eu realizo”, etc., será recebida aqui mesmo. Porém aos humildes que o Senhor concede a graça de realizar em Seu nome o que a Palavra concede, conforme Marcos 16; João 14:12 e 14:26, a recompensa será na glória, coroados com êxito por serem cumpridores dos mandamentos do Senhor.



Deus abençoe – Pr. Eri Carlos

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